Observatório
A maior flor do Mundo (José Saramago)
Recortes de Memória
Cheques da ‘Face Oculta’ chegam ao CDS
Financiamento: Partido de Portas desconhece
Totalizam cerca de 20 mil euros e foram enviados para o CDS-PP em Novembro e Dezembro de 2001. Estávamos na altura em eleições legislativas, Paulo Portas era candidato à Câmara de Lisboa e presidente do partido. Os dois cheques, encontrados pela Polícia Judiciária de Aveiro durante a investigação do ‘Face Oculta’ saíram da conta de Manuel Godinho, agora em prisão preventiva. Há ainda um outro cheque de 10 mil euros para um então dirigente do CDS, Narana Coisseró, que já assumiu em entrevistas públicas ter sido advogado do empresário da sucata, após o negócio da Expo’98. As autoridades põem tudo, no entanto, no mesmo rol e fazem a ligação ao partido em ambos os casos.
Conheça todos os pormenores na edição de terça-feira do jornal ‘Correio da Manhã’.
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-> Não sei se acredito que só chegam ao CDS-PP.
in http://conferenciasaparte.blogspot.com/
Mais uma vergonha de (in)Justiça Portuguesa!!!
Isto….infelizmente, é verdade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Segundo o CM apurou, pelas 05h10, uma carrinha do Corpo de Intervenção - do dispositivo que está a reforçar o policiamento no Algarve durante o Verão - regressava do centro de Lagos para a escola onde os agentes pernoitam quando se depararam com um automóvel a contornar uma rotunda em sentido contrário.
Os agentes evitaram a colisão e de imediato deram ordem de paragem ao condutor. O jovem, de 24 anos, acusou 1,51 g/l no teste de álcool, pelo que foi detido por condução perigosa e sob efeito de álcool. Na esquadra, o jovem, filho de um procurador do Ministério Público (MP) e de uma juiza, ambos colocados na Grande Lisboa, não requereu a contraprova e foi posto em liberdade,notificado para se apresentar no Tribunal de Lagos pelas 10h00. Já de manhã,os agentes foram até ao tribunal enquanto testemunhas - como diz a lei - mas logo às 10h00 foram dispensados pelo procurador do MP(?!). O arguido acabou por chegar já depois das 11h30 e foi presente a um juiz.
Ficou por ouvir-se a versão dos agentes. Os dois amigos do condutor que seguiam no carro têm a mesma idade. No lugar do pendura, ia o filho de Ferreira de Almeida, secretário de Estado do Ordenamento do Território quando Isaltino Morais era ministro do Ambiente. O jovem terá mostrado “renitência em sair do veículo quando tal lhe foi solicitado, alegando que não eram criminosos perigosos e que a polícia não tinha legitimidade para tal”, disse ao CM fonte da PSP. “Aparentemente alcoolizado”, o filho de Ferreira de Almeida terá sido forçado a sair do carro e, ao sair, “caiu ao chão e magoou-se num pé”. Também, foi à esquadra de Lagos e fez queixa contra os agentes que o obrigaram a sair do veículo.
Fonte sindical disse ao CM que “é triste ver os agentes cumprirem o seu dever e depois serem acusados por aqueles que praticaram crimes”.
Segundo o CM apurou, os agentes visados - desconhece-se o número - pela acusação de abuso de autoridade vão agora ser alvo de um inquérito de averiguações interno e de um processo judicial complementar a este.
O pai do jovem detido pela PSP é procurador de um Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) recém-criado pela Procuradoria-Geral da República na Grande Lisboa.
(in Correio da Manhã)
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Não sei se perceberam, mas a dispensa dos agentes foi um pequeno e disfarçado golpe de mestre.
in http://conferenciasaparte.blogspot.com/
Portugal precisa de jactos executivos para transporte de governantes?
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso.
Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos “assim” como aqueles que temos já não há “nem na Europa nem em África”. Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.
Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal.
Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como “obsceno”. Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.
Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares.
Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo.
Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não
temos dinheiro.
Mário Crespo. Jornalista
Hoje é o dia ‘Louco’!
____________________________________________Nem mais. Hoje ver-se-á de tudo um pouco. O último dia de campanha eleitoral é como que o queimar dos últimos cartuchos para todos os partidos e movimentos. Não se defenderão ideias - aliás, bem ao jeito do usual - nem se apresentarão nenhumas novidades de última hora para suprimir ou batalhar contra os problemas do país; far-se-á de tudo apenas para cativar o voto. Nada mais, nada menos.
Que tenhais espírito tranquilo e ao mesmo tempo acordado o suficiente para decidir responsavelmente. Para não vos deixares levar pelo facilitismo e palavras bonitas e empolgadas. Povo português: Olhai para o país, para a vossa própria realidade e votem. Votem em consciência. De tal ordem é a miséria que esta classe política representa, que, se calhar, mais vale não arriscar e jogar pelo seguro. O momento é vital, e tendo em conta a crise, o voto de domingo é importantíssimo. Por isso, ponham essas cabeças a funcionar!
Façam o que fizerem, votem! É também o voto futuro que depende da escolha que venham a fazer!
Fiquem bem e até amanhã!
Ricardo T. Gomes, in http://conferenciasaparte.blogspot.com/
O que toda a terra e país necessitam é de gente com brio!
Não importa ser engenheiro, arquitecto, Sr. Dr., ou outro título qualquer que se possa usar, uns com mais propriedade que outros. O que conta é a essência da pessoa. Afinal, se o título fosse parte integrante da pessoa enquanto tal, viria no BI, mas não vem. Ninguém se chama Sr. Dr. ou Sr. Arquitecto, penso eu…
Numa altura em que as eleições legislativas estão à porta e as autárquicas também, é importante que todos exprimam os seus pontos de vista. Não apenas do que gostariam que os “eternos” candidatos e os novos dessem ou fizessem pelo país e pela terra, mas, e sobretudo, partilhando ideias, expondo sugestões e propostas com todos, para que desse exercício cívico saiam plataformas interessantes, que sirvam, eventualmente, para o enriquecimento individual e colectivo da terra e das suas gentes. Daí começarão a nascer novas atitudes e posturas que contribuirão para que as pessoas deixem de engolir tudo o que os políticos e candidatos a isso querem nestas alturas impingir aos mais incautos. E infelizmente há muitos.
É importante que as pessoas reflictam responsavelmente sobre o que está em causa nos actos eleitorais e não se desloquem ao local onde vão (ou não) desenhar uma cruz numa quadrícula e apenas depositar o boletim de voto. É vital que se pense, pondere e saiba ouvir o que é dito, escrito e propagandeado ininterruptamente. Depois, ainda mais importante, é necessário fazer um exercício de selecção: escolher de tudo o que é festa e mera propaganda para o voto alcançar e esquecer isso. Em seguida, de entre os argumentos – muitas vezes, tão poucos – que se escolher e sejam passíveis de virem a ser tidos como exequíveis -, saber (ou tentar, mediante as perspectivas de cada um) aqueles que tenham realmente algum fundamento. Isto é, se serão argumentos seriamente pensados e alguma vez capacitados de serem aplicados na realidade. Sim, porque existem algumas filosofias partidárias que elaboram planos muito interessantes para aplicar ao país, mas não se sabe bem qual, pois a realidade portuguesa muitas vezes está bem distante desses argumentos.
Não deixa de ser verdadeiramente interessante verificar quantas pessoas se dedicam a analisar todas as propostas dos partidos, movimentos e os grupos dos agora tão em voga Independentes, para deles retirar o que é sumo e o que é fruta muito bonita mas de plástico, daquela usada para adornar.
Seja no plano das legislativas ou no plano das autárquicas, o que me parece vital, e de uma vez por todas, é as pessoas pensarem antes de votar. E é justamente esse o exercício que cada vez menos acontece. Quem vota, fá-lo por simpatia com uma sigla ou com uma doutrina partidária, tantas vezes de uma forma cega. Não interessa se é a rosa, a seta, o círculo, o boneco preto ou a foice e o martelo. Importa é ouvir o que eles se propõem a fazer pela terra e pelo país. Interessa entender quem deles está realmente disposto a lutar de forma séria por uma terra e país mais evoluído, mais justo e equilibrado.
Mas tanto no país como na nossa terra, naquela em que vivemos, nascemos ou crescemos, o que mais se necessita é de políticos que tenham brio. Brio no que são, no que falam e mais importante ainda (ou o mais importante de tudo), brio no que fazem. Há muitos exemplos de quem nenhum brio tem. Olhe-se para o estado global do país e para o estado geral da terra em que votamos e pensemos nisso.
Vitorino Matos
Europeias 2009, a grande derrota!
Levei algum tempo até me decidir escrever estas linhas, mas a verdade é que há coisas que revoltam e, assim sendo, não poderia deixar de transpor para todos aqueles que quiserem – e se derem ao trabalho – ler este desabafo, aquilo que penso, de uma forma geral, sobre as últimas eleições realizadas em Portugal. Não foi só cá, mas é o meu país que me interessa em primeiro lugar e os outros vêm depois.
Para começarmos com alguma lógica temporal, atentemos primeiro na campanha. Nela de tudo se falou, menos dos assuntos que verdadeiramente interessavam ser abordados, pelo menos numa perspectiva responsável e, diria mesmo, ética (se é que ainda existe esse valor na classe política). Do BPN ao BPP, da Casa Pia ao Freeport, o folclore foi grande, o espectáculo durou até fim, mas o Tratado de Lisboa, a moeda única, as directivas comunitárias, as políticas europeias, a crise mundial à qual a Europa não é alheia, o desemprego, as falências, as deslocalizações, os problemas sociais, o desequilíbrio entre produção e redistribuição de riqueza, o mau aproveitamento dos fundos comunitários (ou mesmo o extravio deles), O TGV e a sua real necessidade ou não, etc, etc, etc… Disso, nada, ou pouco, pouquíssimo se ouviu, e do pouco que se ouviu, muitas dúvidas permaneceram e novas surgiram.
Ora, e, por favor corrijam-me se estiver errado, a quem mais compete falar destas coisas e esclarecer as mesmas, senão a quem tem por dever profissional ou por vontade expressa pela candidatura apresentada fazê-lo? Os vários políticos (ou amostras) concorrentes pelos diversos movimentos e partidos não deveriam explicar o que propunham para melhorar esta Europa, como o pretendiam fazê-lo e porquê, acabando assim por ter de descodificar mais um pouco como funcionam os organismos políticos europeus, que função têm cada um e que resultado prático os mesmos apresentam ou não? Enfim, dir-me-ão que isso já deveria ser do conhecimento geral de todos os europeus. Questiono eu: será?
Não sei, é apenas uma ideia, um desabafo meu…
O que verdadeiramente me dá um asco visceral, ainda maior do que a palhaçada (e nem vale a pena acharem o termo radical, porque radical é falar em roubalheira, quando se tornou estatal um banco privado à beira do colapso com dinheiros públicos, escondendo práticas criminosas) que foi esta campanha eleitoral, é o facto dos partidos e movimentos que concorreram cantarem vitória, ou lamentarem o alheamento dos portugueses pelo acto eleitoral. Quanto ao primeiro facto – ao segundo já lá iremos -, parece-me irresponsável, condenável, demagógico e repugnante que alguém, seja quem for, possa falar em vitória eleitoral, quando mais de metade da população, ou dos eleitores, vá, não foi votar. Isso, a meu ver, não é uma vitória de coisa nenhuma. É antes uma derrota para a classe política. Governam mal, comportam-se mal, fazem campanhas de festivais medíocres, onde reinam os ataques e críticas pessoais sobre factos ou incidentes sobre assuntos que tantas vezes apenas dizem alguma coisa ao país por serem mediáticos. Tristemente mediáticos, mas enfim, é a era em que vivemos. Vitória de quê? Sobre o quê ou quem?
O PSD cantou vitória, o BE também e os outros… Bem, a CDU explicou a subida dos votos do BE, o CDS-PP diz que não sei o quê… Já estou como dizia o outro: “Eles dizem: ah e tal… E eu: ah e tal não. Fico chateado. Pois com certeza que fico chateado!” Arranjaram mil e uma maneiras para dizer isto e aquilo que mais lhes interessava a cada um deles em particular, enquanto que a realidade geral ditou que a maioria dos portugueses não quis saber das eleições.
Mas o que remexe igualmente as minhas entranhas e me corrói a mente, é este novo espírito nacional. Dir-me-ão que a nível europeu isso também é assim, mas uma vez mais ressalvo que a mim interessa-me o meu país primeiro. Sempre! Um espírito que cresce, infelizmente. Uma forma de estar que nega os princípios democráticos e que viola a memória de todos quantos lutaram pelo direito de voto e pela democracia. Votar? Para quê? Nem sei por que é que tenho de ir votar… Nada mais fácil: não sinto qualquer identificação com esta Europa, muito menos com estes políticos. Logo, nem me desgasto em cumprir o meu dever de eleitor, o meu direito como cidadão. Não vou votar!
Este tipo de postura revela uma sociedade nacional que se arrasta pelos ditames do grupo. E o nosso grupo vai de mal a pior. Vamos em enxame para os shoppings e participamos nas greves por melhores salários e contra algumas medidas governamentais, tantas vezes influenciadas por directivas comunitárias e que têm de ser cumpridas. No entanto, na hora de podermos assumir uma posição e contribuir para o futuro da Europa e do país, o que fazemos? Ficamos em casa, vamos à praia, vamos passear ou simplesmente deambular pelas lojas de um recinto fechado e torrar dinheiro desnecessariamente… E assim vamos andando, à espera que os outros governem bem o país e nos permitam voltar a ter um bom nível de vida. Como? Não interessa, eles que se amanhem que é para isso que eles lá estão!
No sítio onde exerci o meu dever e direito de voto, apenas vi algumas pessoas e a maior parte eram pessoas com mais de 40 anos. Desta faixa etária para baixo, poucos, recordo-me de ver três, quatro pessoas…Ou seja, nunca reclamámos tanto como hoje, nunca nos manifestámos tanto, nunca vivemos como hoje, nunca nos demitimos de nos governarmos ou contribuirmos um pouco que seja para isso como hoje. Os mais idosos viveram tempos difíceis, não estes que agora vivemos, mas piores, bem piores. Passaram fome, muitos deles. Mas nós é que somos os desgraçados. Os antigos foram perseguidos, espezinhados por regimes autoritários, mas nós é que achamos que sofremos muito. Eles votaram, mas nós…
Ora, pois bem, a meu ver, as eleições europeias foram uma grande derrota. A democracia, o país e os portugueses, incluindo ainda a nossa classe política, bem como a própria Europa e o seu conceito de União Europeia, todos e todas saíram derrotados/as desta (suposta) ida às urnas.
Digam o que disserem na rua, no café, nas filas de espera, nos Centros de Saúde às 05h30 para ganhar vez, no Hospital a 30 quilómetros de casa, na Repartição de Finanças a 20 quilómetros de distância do nosso lar, nas oficinas mecânicas enquanto arranjamos o carro depois de ter rebentado um pneu pela enésima vez no buraco da rua lá da freguesia; digam o que disserem os que se queixam de tudo e de todos, digam tudo e mais alguma coisa, mas não digam que eles é que são os culpados de tudo.
Se não nos damos ao trabalho de escrever um X e dobrar um papel, ou simplesmente ir lá dobrá-lo, que legitimidade temos para depois nos queixarmos dos políticos e do país que temos? Acham mesmo que têm alguma moral par esse exercício, vocês que não votaram? Acham? Sinceramente?
A grande derrota é a Europa, é Portugal; os europeus e os portugueses; os políticos de trazer por cá e os que vão para lá. Os grandes derrotados são a nação e os cidadãos cumpridores e conscientes deste país, pois vão ter de continuar a suportar as medidas elaboradas lá na Europa, por governantes que a maioria não elegeu. Todos saímos derrotados destas eleições. Muitas ilações necessitam de ser retiradas desta desgraça democrática.
Mudaremos de atitude, ou começaremos pelo menos a pensar nisso?
Bem, as legislativas e as autárquicas vêm já aí…
Vitorino Matos
Troia Resort
ESTE TIO BELMIRO, NÃO BRINCA EM SERVIÇO…
COMO TAL, A SUA PUBLICIDADE AO MEGA INVESTIMENTO EM TRÓIA JÁ CORRE MUNDO. ALIÁS, EM TODOS OS PAÍSES MENOS PORTUGAL…
VÊ O FILME NO SITE (É MESMO TRÓIA, NÃO É O PARAÍSO…)
Para chorar de vergonha
RELEMBRANDO
Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi
Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos… e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é ‘muito chato ter que ler’) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser ‘compradas’, sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não.
Já basta.
Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa ‘CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA’ congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do
que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte…
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada…
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa ‘outra coisa’ não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os
lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados… igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda…
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro… Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?….
MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
Almeida Santos e as faltas dos deputados:
«Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».
Os deputados ganham apenas 3.708 euros de salário-base, mais 10% do salário para despesas de representação, entre outras regalias
http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-vencimento.html
(A informação que se encontrava disponível neste link sofreu já a 'mãozinha' do Sócrates e já foi entretanto bloqueado)Para qualquer trabalhador, a sexta-feira é, em si própria uma justificação para faltar ao trabalho, aliás, acho que tal justificação está mesmo contemplada no novo código de trabalho.
Ser deputado não pode ser uma escravatura - escravatura é para os trabalhadores a recibos verdes, para os trabalhadores que acumulam horas em cima de horas sem a devida compensação, para os trabalhadores com horários tão flexíveis que não os conseguem conciliar com a vida familiar.É, portanto, penoso estar na Assembleia da República à 6ªF…pois, o Sr. Almeida Santos não se apercebe de quão penoso é para nós ouvir frases tão ofensivas para quem, de facto, trabalha.
VALIA-LHE MAIS ESTAR CALADO!!!
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‘Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…’
Guerra Junqueiro, escrito em 1886
Enviaram-me esta mensagem por email. Li e achei que a deveria partilhar convosco. Leiam e reflictam. E se assim o entenderem passem a mensagem!
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Mais uma opinião que não deixa de ter os seus fundamentos!
A quem mais beneficia tais decisões?
Portugal é assim!
Este é o pensamento político que temos (em Portugal), está em todas:
· Estádios de futebol, hoje às moscas,
· TGV,
· novo aeroporto,
· nova ponte,
· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
· etc. etc.
A quem na verdade serve tudo isto?
PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM A QUEM VAI SERVIR O TGV …
1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E …. CLARO,
3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA …
OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS - ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS, POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA!!!
Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos ‘Alfa’ por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.
Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas,
· na qualidade do seu Ensino Superior,
· nos seus museus e escolas de arte,
· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Percebe-se bem porque não…
· construíram estádios de futebol desnecessários,
· constroem aeroportos em cima de pântanos,
· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos…
· na Noruega,
· na Suécia,
· na Holanda
· e em muitos outros países ricos.
Tirar 20 ou 30 minutos ao ‘Alfa’ Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de €uros não trará qualquer benefício à economia do País. Bem pelo contrário.
Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar, seja lá de que forma for, com todas as consequências que daí advirão.
Só a título de exemplo, com 7,5 mil milhões de €uros podem construir-se:
- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de €uros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de €uros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de €uros cada um).
E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de €uros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária, ou em aplicações sociais. E quando falamos em aplicações, estamos por exemplo a lembrarmo-nos de habitação social a custos controlados ou arrendamentos mais acessíveis, bem como novas regras - mais activas e realmente formadoras - nas políticas de emprego e combate à exclusão social e reintegração na sociedade de pessoas desempregadas de longo e médio curso, etc, etc, etc…
Cabe ao Governo reflectir.
Cabe à Oposição contrapor.
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Esta foi a mensagem, à qual acrescento:
Cabe-lhe a si participar na vida activa do seu país, a não ser, é claro, que goste de tudo o que este país lhe está a oferecer/disponibilizar/potenciar a si e aos seus. Cabe-lhe começar de uma vez por todas e sem parar a responsabilizar e exigir contas reais e não o palavreado do costume e politiquês vazio. É chegada a hora da sociedade colocar em prática a avaliação aos políticos, não com métodos de avaliação carregados de burocracia, mas assentes em pressupostos de carácter regional.
Por exemplo:
Se todos começarmos a registar as promessas dos autarcas que ganham as eleições e nos governam por 4 anos nas Juntas e Câmaras, bem como aqueles que em campanha vão visitando algumas regiões e prometendo isto e aquilo, na altura de novas eleições, por que não juntarmo-nos e em lugar de aceitarmos aquelas coisas disparatadas dos comícios, dos jantares, cartazes por tudo quanto é lado e visitas à Pai Natal, com distribuição de brindes diversos, em feiras, obrigarmos os políticos que estiveram no Governo ao longo de 4 anos, a explicarem por que não cumpriram o que prometeram? Por que não levá-los aos sítios que prometeram requalificar/arranjar, às obras que prometeram planear/fazer/recuperar/acabar, e fazê-los explicar com fundamentos reais e sem os subterfúgios habituais o não cumprimento de tais objectivos 4 anos antes propagandeados?
Enfim, é apenas uma ideia, mas parece-me que é chegada a hora de trazermos a classe política mais para o País Real. Os gabinetes têm demasiado ar condicionado; as ideias dos políticos ficam adormecidas. O país tal como está, deambula! Não anda nem desanda; deixa-se andar! Até quando?
Alvitrem, sugiram, pensem, partilhem, contagiem, mexam-se e façam as portugueses que conhecem pensar e mexer-se também. Os Governos deviam GOVERNAR quem os elege e os outros também, ao invés daquilo que habitualmente fazem que é governar apenas para quem lhes convém.
Pensem nisto e ajam em conformidade com aquilo que a vossa consciência determinar!
Ricardo T. Gomes, in conferenciasaparte.blogspot.com
O maior espectáculo português é a política!
Há uma tónica evidente que repetidamente marca a esfera política portuguesa em período de eleições, não apenas nas fases pré-eleitorais, como também nas eleitorais e, bem pior, muito antes delas.
Se é bem verdade que toda esta polémica em torno do caso Freeport é uma espécie de montagem orquestrada para prejudicar o primeiro-ministro (pm)José Sócrates, não é menos verdade que todo o caso está envolto em situações dúbias ou, se quisermos ser mais politicamente correctos, procedimentos menos claros, vá.
Penso que o pm não se pode queixar muito, afinal pôs-se a jeito durante bastante tempo, refugiado numa maoiria absoluta, vivendo dentro de um mausoleu, sítio de onde tem ditado as suas regras, não ouvindo ninguém e julgando-se sempre dono e senhor de todas as verdades e políticas correctas para todas as matérias da governação do país.
O que mais me espanta é ele vir agora pedir que a justiça seja célere no apuramento da verdade… Curioso, para o mais comum dos cidadãos há sempre prazos e as questões judiciais são sempre lentas, penosas e, pior, muitas são mesmo uma espécie de estigma que logotipa as pessoas de criminosas mesmo sem provas e sem julgamento feito. Mas, para uns é a realidade das coisas; para os políticos é um filme…
É uma pena, mas nestes casos só se deitam na cama que eles próprios fizeram e, por isso, só têm o que merecem. No caso específico do pm, bem, não acredito que ele tenha cometido nenhum crime, afinal, mais criminoso do que aquilo que ele tem feito até hoje em frente aos destinos deste país, será que existe? Se sim, é da esfera pessoal dele e, caso sejam provadas luvas, corrupção activa ou passiva, seja o que for, ele que as pague por ele e que vá pela sombra…
Mas questiono se realmente são estes episódios de suspeições, de enredo fantástico, que interessam ao país; será que nada mais é tão importante como o Freeport?
E o desemprego, as inúmeras empresas a fechar, a falta de poder de compra dos portugueses, o endividamento crescente, os sectores da saúde, da educação, da economia, da agricultura, das pescas, da investigação, das obras públicas, do desenvolvimento regional…
Será que tudo isto e muito mais é menos importante que o Freeport?
Sabem, sinceramente - e sob pena de passar a ser odiado por muita gente -, parece-me que temos esta classe política de míseros chupistas e actores porque nada mais merecemos. Suportamos as mais variadas imposições, injustiças, incumprimentos de promessas eleitorais… mas na altura das campanhas, ficamos todos contentes com autocolantes, sacos, canetas, bandeiras, t-shirts, pins e toda uma parafernália de brindes oferecidos pelos partidos em campanha, que acabamos por votar nos de sempre, jamais lhes exigindo contas do que prometeram e não fizeram.
Triste? Eu creio que sim, mas os portugueses no geral acham que não. Criticam tudo e todos, mas presencialmente reverenciam os incompetentes e falsos ‘homens de estado’ como quem adora uma divindade qualquer.
Querem espectáculo maior que isso?
Ok, tornem-se adeptos fervorosos de futebol, vai quase dar ao mesmo…
Frase do dia
“Se não conseguires satisfazer-te a ti próprio, como poderás satisfazer (a)os outros? Podes consegui-lo por algum tempo, mas achar-te-ás sempre perdido na frustração de não estares nunca realizado contigo mesmo.”
Ricardo T. Gomes, in conferenciasaparte.blogspot.com
Um país embutido no vazio…
Vem este breve apontamento na sequência dos três textos mais recentes de Álvaro Branco. Aliás, digo textos, mas as observações de Álvaro Branco são uma espécie de soro da verdade, em que somos obrigados a ler, viajar pela realidade da nossa Nação e perceber que realmente é assim que somos.
Não pretendo aqui criticar absolutamente nada, pois, afinal, todos os exemplos e feridas tocados por Álvaro Branco são o espelho de Portugal.
O que mais me incomoda mesmo é que apesar dos “cancros” continuarem a existir e a realizar o trabalho de minagem da sociedade portuguesa, os portugueses continuam a nada querer ver e muito menos fazer. O mais curioso é que urge que façam alguma coisa…O mais caricato é que aqueles que vão (não emergindo, pois existem há já algum tempo), dando alguma voz às questões fulcrais deste país, tomando dianteira naquilo que deveria ser uma demanda nacional, ainda acabam por serem olhados de soslaio, como se se tratasse de uns bichos estranhos. Chamam-lhes revolucionários, comunistas, extremistas, senhores sonhadores, esquerdistas, tipos que só querem estravasar frustrações pessoais, fulanos que tudo fazem para dar nas vistas…
É degradante verificar que este país que amo me leva a odiar o seu povo; tão rico, valoroso e capaz e ao mesmo tempo tão fútil. Resultado? Portugal é um país embutido no vazio e o seu povo uma multidão conduzida por eunucos para lado nenhum, todos os dias…
Esmoriz | Novas grelhas pluviais!!!
Na terra dos buracos nas estradas, existe agora uma nova onda… Novas Grelhas Pluviais.
Esta foto foi-me enviada por um cidadão esmorizense e o comentário das grelhas de água pluviais - não fosse uma realidade vergonhosa - é simplesmente genial!
Um dia destes, à falta de melhor, ainda lá põem o presidente da Junta, valha-nos a senhora do Caravagio…Se é que entendem onde quero chegar…
II JORNADAS DO PATRIMÓNIO
As acções a desenvolver visam promover junto dos conhecedores, profissionais e público em geral (independentemente da sua formação e/ou área de trabalho) a reflexão, o debate, a formação e a troca de experiências no âmbito da Conservação, Salvaguarda e Promoção do Património Cultural.
Esta é uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Ovar.
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brochura_prog_verso.gifPara ver em pormenor o cartaz e a brochura, clique nos links!

A saga do menino de pechisbeque, as known as Tintino!!!
Não há dúvida que estes políticos (Governo), andam a gozar connosco, e é mesmo à descarada…………..!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É SÓ MAIS ESTE ESCÂNDALO:
EDP Renováveis - Porque só há dividendos em 2012...Salário Milionário da responsável pela ‘EDP Renováveis’
Uma remuneração anual fixa de 384.000 EUR prevista para 2008, à qual acresce uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do Salário Base.
Ou seja, se todos os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes poderá receber mais de 1,1 milhão de EUR no seu primeiro ano como presidente de ‘EDP Renováveis’ após a entrada da empresa na bolsa. Os valores constam do prospecto de admissão.
NOTA:São quase 2.000 Salários Mínimos, ou seja, cerca do trabalho de 143 anos pelo salário mínimo. Como é possível? É pior do que no Futebol.Assim a EDP faz negócio e, se falha, obriga os clientes a pagarem os erros da sua gestão, como nas dívidas incobráveis que agora quer exigir aos pagadores honestos.
Esta Srª deve ser muito habilidosa e ter feito uns favores especiais (….má língua, claro!!!), aos detentores do Poder.
A quem pertence?
De quem é amiga?
Mais um «TACHO DOURADO», para mais um membro do clã.
O fim último da vida não é a excelência!
O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista. Vale a pena ler!
“Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as
barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: auanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!”
Novo Acordo Ortográfico - A NOSSA CULTURA EM RISCO!!!
Caros amigos,Se são portugueses e vos resta algum orgulho nacional, contra o acordo ortográfico, preencham a petição.
Ninguém tem que alterar a sua forma de escrever para que nos entendamos.
Nem os portugueses nem os guineenses nem os brasileiros! Cada um dos nossos povos lusófonos, tem evoluído e irá continuar a evoluir com as suas especificidades e influências. E é na diversidade que nos identificamos como povos.
Nenhum acordo me pode obrigar a escrever como os brasileiros nem vice-versa.
Um FACTO para mim não é um FATO!
Um CÁGADO não é um CAGADO!
Esta imbecilidade só é possível num país tão fraco, com políticos tão fracos e com um povo que tem exactamente o que merece devido ao seu desinteresse por tudo.
Deixarem que o nosso maior património seja adulterado por interesses puramente económicos?!
Acham que os ingleses mudariam a sua escrita porque os americanos são mais?
E os espanhóis com a América do Sul?
A França mudaria a sua ortografia por imposição do Canadá?
É UMA VERGONHA !
Será que continuaremos a comemorar o 5 de Outubro ou o 5 de outubro?
Tristes daqueles a quem isto não faz confusão.
Acham que por haver este acordo os brasileiros vão saber o que é o pequeno-almoço?
Será que irão começar a usar esta frase em vez de café-da-manhã?
Simplesmente ridículo!
DIGAM NÃO ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa!
Húmido sem ‘h’?
Facto sem ‘c’?E afinal onde fica a etimologia das palavras?
A língua tão bem tratada por Camões nasceu em Portugal ou no Brasil?
Eu continuarei, orgulhosamente a escrever Humidade, Húmido, faCto, aCto, aCção!!!
Leiam e assinem, se concordarem.
http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/
Passem palavra!______________________________________
Enviado por TBO
Contra estas e outras do género é que nos devíamos insurgir de verdade!…
Marques Mendes - Novo Pensionista !
Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e
ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.
SOMOS:
‘Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…’
Guerra Junqueiro, escrito em 1886
Acrescento o nosso EÇA:
‘Portugal não é um país, é um sítio mal frequentado’
Parece que merecemos esta sina…

ATÉ A MALTA NÃO ACORDAR DE VEZ !…
*A Justiça criminosa*
por Clara Ferreira Alves
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.
















